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Aumentar tamaño del texto Disminuir tamaño del texto Partir el texto en columnas Ver como pdf 17-12-2004

Nova onda golpista na Venezuela

Laerte Braga
Rebelin


A nova lei de imprensa da Venezuela tambm o novo pretexto das empresas privadas de televiso, principalmente, para fustigar o governo bolivariano do presidente Hugo Chvez e promover nova onda golpista no pas, em nome de pretensa e suposta liberdade de imprensa.

Como a nova lei cobe aes terroristas do setor de comunicao, como aconteceu em abril de 2002 no golpe frustrado contra o presidente Chvez, as elites venezuelanas reagem dessa forma.

Na tera-feira, no Brasil, nos noticirios do canal Globonews, via cabo ou satlite, um reprter da Globo veiculou, o Jornal Nacional tambm (tev aberta), um filme supostamente distribudo pelo Hamas, sobre o que foi classificado como atentado terrorista.

O jornalista, Marcos qualquer coisa, do primeiro time da empresa, usou expresses como carnificina, reiteradas vezes a palavra terroristas, algumas vezes o termo criminosos e deu a nfase necessria para refletir sua indignao, enquanto lia o texto.

Ao longo da histria do Jornal Nacional, em nenhum momento as aes terroristas, criminosas e genocidas do governo de Israel foram tratadas assim.

Palestinos so sub-gente na concepo colonizada da imprensa latino-americana. A Globo aqui apenas tomada como padro da mentira repetida diariamente.

O governo da Venezuela tomou medidas prticas para cobrar do governo terrorista dos Estados Unidos aes pela liberdade de imprensa de fato. A Casa Branca est processando jornalistas que veicularam informaes sobre dinheiro despejado nas empresas de comunicao da Venezuela para a propaganda contra a revoluo bolivariana. Dinheiro de Washington, claro.

Todo o processo bolivariano ignorado pela grande imprensa no Brasil. O que divulgado distorcido e atende s determinaes de quem paga. Foi assim no golpe de abril de 2002, quando a mesma Globo mandou a Caracas a jornalista Miriam Leito, de extrema-direita e ligada ao sistema financeiro para uma srie de reportagens.

Uma semana antes do golpe a tal srie mostrou uma realidade que no existia e falou de um povo indignado com seu presidente, o que ficou provado ser o contrrio. A farsa preparava os espritos para o golpe contra Chvez.

Quinze dias antes do referendo vencido por Chvez por larga margem de votos o milionrio das comunicaes da Venezuela, Cisneiros, esteve no Brasil a pretexto de lanar um livro, ou comprar aqui uma rede de tev, enquanto, por baixo dos panos, ajeitava e azeitava a cobertura dos principais veculos nacionais de comunicao para a fraude que viria, a deles.

No teve como. Nem Jimmy Carter pode negar a evidncia da vitria de Chvez.

Em outubro, portanto h quase dois meses, o presidente bolivariano venceu as eleies municipais e estaduais em seu pas, com vrios observadores de organizaes estrangeiras, conquistando 93% das prefeituras e estados.

O golpe resta como sada para os antigos donos da Venezuela. Banqueiros, grandes corporaes estrangeiras, elites podres que levaram um pas rico em petrleo falncia, setores privilegiados da indstria petrolfera, todos afastados do centro do poder pelo governo Chvez.

A perspectiva real e concreta que o presidente venha a ser reeleito em 2007 assusta e apavora essa gente, mas principalmente o governo Bush.

Chvez e Fidel Castro assinaram um acordo de ampla magnitude, que, na prtica rompe o bloqueio imposto revoluo cubana e consolida uma estratgia voltada para a unidade latino-americana. Livre comrcio entre os dois pases, petrleo a preos possveis para o governo do presidente Fidel Castro, aes de sade a partir de mdicos cubanos na Venezuela, todo um espectro de resistncia e solidariedade transformado por vontade poltica em aes efetivas.

Isso intolervel para o governo nacional-socialista de Bush. O IV Reich.

Chvez e Castro assinaram um acordo para a criao da ALBA (Alternativa Bolivariana para as Amricas), ato de reao proposta colonizadora da ALCA. Foi claro e enftico o comunicado dos dois presidentes em Havana:

ALCA: a expresso mais acabada dos apetites de dominao dos Estados Unidos no hemisfrio, que, caso prospere, conduziria desnacionalizao das economias da regio e a uma subordinao absoluta aos ditames do exterior".

Nem dois litros de Jack Daniels seriam suficientes para aplacar a fria do enviado divino encarregado de conduzir os Estados Unidos na tarefa de libertar o mundo.

H em curso uma ao subterrnea da organizao terrorista Casa Branca contra Cuba e a Venezuela.

Esses fatos mostram a importncia de uma ampla discusso sobre mdia. Em todos os pases latino-americanos. No Brasil, na Argentina, na regra geral, esses veculos so agentes do capital internacional e refletem as mentiras colonizadoras e terroristas dessa nova ordem de barbrie.

Essa discusso, com toda a certeza, no se dar no mundo institucional. Deputados e senadores adoram notas em jornais, adoram votos de congratulaes a donos de empresas jornalsticas, medalhas, etc, etc, em troca de um espao mnimo, uma nota aqui, outra acol.

No vo pretender mudar uma realidade que favorece a bancadas como a ruralista, a evanglica (que dispe de veculos prprios e com alcance nacional), falo do Brasil.

tarefa do movimento popular. O desafio da comunicao.

O que se passa na Venezuela, o que acontece em Cuba, extraordinrios processos revolucionrios conduzidos pelo poder popular, entre ns mostrado como se ditaduras fossem e como se criminosos como Bush tenha consigo a misso de espargir liberdade.

Lula, aqui, j apronta nova ajuda a bancos. Ajudou a vrios dos principais meios de comunicao, a Globo inclusive, que estava em situao pr-falimentar. No percebe que est ajudando escorpies a atravessarem o rio. Vo picar, fora do hbito, questo de carter.

Chvez e Castro simbolizam a Amrica Latina que reage e enfrenta o terrorismo norte-americano.



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